
Continuando esse momento nostálgico, vou postar aki um poema que eu fiz e que ninguem nunca leu. Fala sobre uma fase da minha vida onde tudo era muito escuro e confuso. Sobre meus 16 anos...
Esse poema significa, para mim, algo muito especial pois foi a forma mais sincera que encontrei para expressar o que se passava com a minha alma, meu coração e minha cabeça naquela época. Vcs podem não entender nada, mas eu entendo(claro, se fui eu quem escreveu, né? e falando de mim mesma)e se precisar eu explico. Lá vai!
Apenas escuridão
Quando a noite cai
com toda a sua força
não se vê estrelas no céu.
Tudo é escuro
É sombrio
É vazio... É sozinho.
Quando a noite tem
gosto de lágrimas
Tudo o que se pode ver
é vermelho.
Há uma fumaça negra
cobrindo a montanha
A Rosa Branca dos sonhos
estará morta?
Todo o verde
tornou-se negro
E a chuva impede
a visão, impede
que se encontre
quem sabe, uma saída.
A noite ainda não se foi
No medo do escuro
a Rosa Branca se deita
sob o véu das ilusões.
O sonho em preto e branco
surge, escolhe para onde ir.
Quando a Rosa Acorda
do sono dos loucos
Depara-se de novo
com a escuridão
Temia. Condenou-se.
O cântaro de águas salgadas
que banhavam suas lindas
pétalas, beleza de sua
curta vida, secou-se e
não se sabe agora
se a noite se foi.
O tempo recuperou o verde
da morada da Rosa Branca
Mas a sombra da noite
escura e do céu sem
estrelas ainda permanece.
Seria então, a morte a solução de tudo?
por Caroline Castro, escrita em 03/07/1998

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