27 abril 2007

UFA!


Depois da tempestade, a bonanza... Finalmente o caos se foi. As decisões foram tomadas e tudo está como deveria estar. Inclusive por dentro.

25 anos é muito tempo pra cair a ficha de certas coisas. Não sei como é possível demorar tanto. Mas uma hora tinha que ir e foi. As coisas mudaram de figura e passou a ficar só o que é realmente importante.

E melhor. Só o que é realmente simples. Foi inclusive, possivel dormir a noite e acordar cedo de manhã.

Agora é outra etapa, mas o processo foi assim:

1)Ando pela rua
Há um buraco fundo na calçada
Eu caio
Estou perdido...sem esperança.
Não é culpa minha
Leva uma eternidade para encontrar a saída.

2) Ando pela mesma rua
Há um buraco fundo na calçada
Mas finjo não vê-lo
Caio nele de novo
Não posso acreditar que estou no mesmo lugar
Mas não é culpa minha.
Ainda assim leva um tempão para sair.

3) Ando pela mesma rua
Há um buraco fundo na calçada
Vejo que ele ali está
Ainda assim caio ... é um hábito.
Meus olhos abrem
Sei onde estou
É minha culpa.
Saio imediatamente

4) Ando pela mesma rua
Há um buraco fundo na calçada
Dou a volta.

5) Ando por outra rua.

25 abril 2007

UP



Resolvi dar um Up nessa postagem de 2005, porque de certa forma, a poesia do cara mexeu comigo. Não sei porque. Talvez porque nunca imaginei que um camarada como aquele fosse capaz de fazer nem um versinho do tipo rosas são vermelhas e violetas sao azuis....


Coisas incriveis acontecem nos momentos mais inusitados.
Ao passear pela rua vi o mendigo.
Bebado, com um cigarro atrás da orelha, falando sozinho e com todos.

Gritava para quem quisesse ouvir.
Ele foi companheiro do Lula. Estudou com o Presidente lá em Pernambuco.
O lugar onde ele estudou? Ele não diz. Sua boca é um túmulo!

Ele é mendigo. Mas sabe ler. E é poeta.

Enquanto cambaleava pela praça recitou sua poesia. Poesia que vinha de sua mente fértil e bebada.


"Caminho por aí de andarilho.
Só tenho os pés, essa calça e o casaco que eu ganhei de uma dona
Cigarro eu peço por aí. Cachaça, eu compro!

Mas eu caminho por aí de andarilho.
Debaixo do sol, da chuva.
No calor e no frio

Eu passo por aí.
Vcs passam por mim.
Na 262, na 040, na 116,
Vc passa no caminhão,
Enquanto eu dirijo o asfalto"

(Mendigo bebado, 16/12/05)

Ainda é Caos


Fico estupefata de ver como tudo se torna caos. Uma coisa se liga a outra, que se liga a outra, e que assim vai até terminar em caos completo. E o ser humano é um ser muito estranho. Que ser primitivo e complexo. Uma coisa que nem ele sabe ao certo o que é, é capaz de gerar uma reação em cadeia.
Mas mesmo assim, o ser humano não desiste. Ele continua intenalizando, racionalizando e tomando decisões. O problema é que nesse meio tempo, o pescoço fica duro, as costas ficam doendo, a cabeça começa a latejar, o PH se altera, torce-se o joelho que incha e doi e assim por diante.
Ainda é possivel tentar aquietar o caos com chá, muito chá de campim cidreira com erva doce (se tiver de camomila pode misturar também). E também é possivel pedir aos Deuses que dêem uma força. Eles sempre ajudam, pois eles conhecem o caos melhor do que ninguem, afinal, a Grande Mãe-Avó do universo surgiu dele e melhor, eles sabem como devemos agir para nos equilibrar novamente. Por isso nos ajudam.
E assim o ser humano vai seguindo. Tomando uma decisão aqui, racionalizando mais um pouquinho pra tomar uma outra decisão alí, e assim vai. Um dia chega no lugar...

23 abril 2007

O Caos



Antes de tudo existia o Caos.

Sabe aquela sensação de que vai explodir, pirar ou evaporar-se de tanta pressão? Como sair disso? Aprendi a internalizar, racionalizar e mudar, necessariamente nessa ordem. Mas tenho me sentido como o carinha do quadro O Grito de Munch. Não sei porque mas sempre me identifiquei com ele... agora, mais ainda...será que sou a tal uma figura androgina num momento de profunda angústia e desespero existencia?Será que sou a reencarnação de Munch?


Triste é o legado do ser humano. Essa coisa de escolhas. E se não quisermos escolher? Ou não soubermos escolher? Pior ainda é essa coisa de consequências.

As vezes sinto-me como uma grande palhaça que tenta crescer, evoluir, imaginando que é a coisa certa a se fazer, imaginando que tenho alguma importancia pro universo - nem que seja para o meu mesmo- e me pego questionando se essa realidade é "real".

A partir de agora acho que vou querer só as coisas simples. Sem exageiros ou lutas demasiadas. Talvez seja lá que eu encontre as respostas, pois na minha realidade não consegui encontrá-las.



Mudanças estão por vir. Sorte minha que sou forte e aguento o tranco.

20 abril 2007

Ciclo


Hoje é sexta feira.

Existem coisas pra fazer mas hoje é sexta feira...

Coisas estranhas acontecem nos jardins e nos corredores. Não são correntes que se arrastam, mas são pessoas que já não deveriam estar aki que aparecem... Não sei o que fazer e não tenho quem me orientar. Não sei se conto ou se não conto. Não sei se foi sonho ou realidade. Tudo que sei é que foi estranho e diferente...

Continuo porem trilhando o caminho. Não tenho medo dele, só queria fazer ainda melhor. Sei que tenho as respostas, é só procurá-las e testá-las, mas caminhar solitáriamente é as vezes muito triste. Mas confio sempre. É bom pisar na terra e sentí-la em toda a sua potencia. É bom respirar e sentir o ar. É bom saber que muitas vezes não estou aqui, estou em todo lugar.

Voltei para continar fazendo o que faço e aprender e fazer ainda mais. Adoro não ter que atingir a perfeição e poder testar mais e mais coisas, mais e mais vezes. Será que um dia isso vai terminar? Pelos Deuses Antigos, espero que não.