Parecia um daqueles dias comuns, sem mudanças radicais. Até que uma pessoa em estado de nervo abriu os meus olhos.Consigo enxergar meus planos, se é que posso chamar assim. Incrivelmente, percebi também que não faço o que faço por vaidade, mas por necessidade, daquelas organicas.
Achei sempre que não havia nada de mal em querer a paz mundial (e nem sou candidata a miss). Acredito que o ser humano está fadado ao amor e à harmonia, por mais que lute contra. O amor, como já diria Nietzsche, é o único sentimento alem do bem e do mal. Pra mim, é a foça vital da Terra. Somente o amor é capaz de trazer a paz.Mas não entenda amor, como esse de homem-mulher. Falo do amor como energia criadora de tudo o que existe. O Eros, antes de transformarem-no num ninfomaníaco.
É verdade que não escuto o outro como ele gostaria que eu o fizesse. Mas é que eu realmente não suporto ver o outro criando conflitos que o leva para longe do amor. Quero resolver tudo, não pra ser reconhecida por isso, mas porque eu tenho necessidade de amor. Eu preciso que as pessoas se amem. Eu preciso ajudar o outro. É o que move a minha vida.
Mas como isso me doeu hoje. Quando me vi dessa forma, percebi que é isso o que, pra mim, me torna útil nesse mundo. Não consigo ver em mim outra "utilidade" senão, ajudar o mundo. Mesmo que isso pareça um sonho megalomaníaco; apenas pareça.
Mas, e se eu conseguir ajudar o mundo? Qual será a minha utilidade nesse mundo? Não sei. Não consigo encontrar outra utilidade pra mim. E isso hoje, me tornou vazia e cheia. Me vejo novamente, de volta à luta de mim contra eu mesma. Minha luz e minha sombra. Meu tudo e meu nada. Buscando os segredos da espiral.

