24 julho 2009

Crônica do Dia

Resolvi seguir a sugestão da minha psicologa e escrever uma crônica. Sobre mim. Sobre o que eu fiz e deixei de fazer por eu ser eu mesma.
Devo começar dizendo que não é lá muito facil ser eu. Mas particularmente, gosto muito. Embora esteja triste em um dia e feliz no outro. Nervosa na segunda feira ou calma e tranquila nas quintas. A verdade porém, é que eu sou TDAH. E como é dificil, estranho e depois que tudo passa, como é engraçado ser assim.
Sei que tenho mil coisas para fazer. E quero começar todas elas. Todas elas ao mesmo tempo. Não consigo entender porque não dou conta. Na minha cabeça tudo funciona tão bem. Acho que o problema é com o tempo e não comigo. Quando Chronos criou o tempo, ele não pensou muito bem. Talvez ele não tenha chegado a considerar que humanos existiriam, mas ainda assim. É muito tempo pra fazer tão pouca coisa. Por exemplo, quanto tempo a Terra levou pra se tornar o que é hoje? Bilhões de anos! Não seria mais facil fazer tudo em 7 dias como as pessoas gostariam? (Gostariam tanto que fosse assim que até já inventaram histórias sobre isso.)
Mas sei que tenho que ter paciência. Não consiguirei fazer tudo ao mesmo tempo graças a Chronos. Pelo menos não é culpa minha.
Bom, pra contar então o que acontece comigo: Estava eu lendo um artigo sobre a banalização da mentira e sua internalização como destrutividade psiquica. Não me lembro agora o nome da autora, mas é um artigo muito bacana. Passei vários dias pensando que tinha que ler o artigo, mas é estranho quando simplesmente não se sabe o que fazer.
Pois bem, Lia tal artigo pois estou elaborando um projeto de pesquisa sobre a internalização do discurso dicotômico da Guerra contra o Terror e outras coisinhas mais. Como num passe de mágicas, meu mundo mudou. Enquanto há tão poucos minutos eu era uma pessoa comum que linha um artigo, de repente, me tornei (pelo menos em meu devaneio tdah) uma ganhadora do premio Nobel. Como? Vou explicar.
Imagine a seguinte cena: uma pessoa lê um artigo sentada em uma cadeira. De repente: Fantástico mundo de Bob. Em sua mente, um mundo paralelo surge e a tira sem que perceba da leitura interessante. Ela ja visualiza o projeto pronto. Aprovado pelas comissões necessárias. Finalizado, aplaudido (de pé). Considerado por todo o mundo científico um marco no estudo da destrutividade humana, pois, a partir dele, poder-se-á ajudar o ser humano e a humanidade de uma forma geral a tornar-se menos violenta e então construir num futuro distante um mundo de equilíbrio. Por seu explendido projeto, a pessoa que teoricamente, está apenas lendo um artigo, torna-se ganhadora do premio Nobel da Paz. Ao se dar conta de que não conhece as categorias relativas ao premio Nobel, ela se pergunta se seria mesmo o Nobel da Paz ou algum outro da área das Ciências Humanas que ganharia e anota em sua mente que precisa pesquisar no Google quais são as categorias do Nobel.
De repente, olha para umas folhas de papel em cima da mesa e percebe que estava lendo um artigo. Já estava na página 10. Então, ela simplesmente pensa: "Droga, vou ter que começar a ler tudo de novo". E dá inicio à leitura novamente. Dessa vez, consegue ler o artigo, prestando atenção ao que estava lendo. E percebe que realmente, o artigo é muito interessante.
Quando termina, vai para o computador verificar as categorias do Nobel. Esquece de fazê-lo porque lembra que possui uma conta no Twitter que nunca usou e resolve começar a twittar...

2 comentários:

Renata Carvalho Rocha Gómez disse...

Carol !
Vc escreve muuuuuuuuuuuito bem ! Sorte sua não ter feito jornalismo HAHAHAHAHAHA...
Vou add seu blog na minha lista de favoritos para passear por aqui.
Um beijo

Renata Carvalho Rocha Gómez disse...

Carol !
Vc escreve muuuuuuuuuuuito bem ! Sorte sua não ter feito jornalismo HAHAHAHAHAHA...
Vou add seu blog na minha lista de favoritos para passear por aqui.
Um beijo