Desde que resolvi escrever crônicas, tenho tido sérios bloqueios criativos. A primeira crônica saiu rapidinho. A segunda é esta. No entanto, o backsapace do meu teclado trabalhou mais que qualquer outra tecla até agora. Acho que, de forma inconsciente, bloqueio minhas idéias, ou, maldosamente, sobreponho umas às outras e não consigo encontrar nada interessante para escrever.
Depois de pensar muito em temas e assuntos, me rendi. Não consigo escrever minha segunda crônica. Isso parece um pouco irônico, mas é a verdade. Tenho meus dedos deslizando pelo teclado criando frases sem conteúdo ou substância. E o pior, é que isso não quer dizer que eu não tenha idéias sobre o que escrever, pois tenho idéias. Só não sei onde estão.
Desde criança, sempre gostei de escrever. Meu sonho quando pequena era poder escrever tão rápido quanto a minha professora do jardim. Olhava para a caneta que corria no papel e, como num passe de mágicas, palavras e mais palavras pareciam surgir diante dos meus olhos. Me fascinavam, embora não tivesse a menor noção do que estava escrito ali. Talvez por isso aprendi a ler rápido. Para desvendar os maravilhosos garranchos dos adultos que sabiam escrever depressa.
Depois de um tempo, porém, essa coisa de escrever rápido perdeu a graça. Ficou monótono antes de eu virar adulta. A mão cansava. E com os anos que se passaram, objetos mais interessantes de promover a escrita apareceram e me chamaram atenção. Ainda me lembro da Olivetti portátil da minha mãe (até porque a tenho até hoje). Ela vinha dentro de uma maleta azul, mas suas teclas eram duras. Aprender a datilografar foi algo que não fiz. Mas apertava as teclas com força. Usava as duas cores disponíveis na época (azul e vermelho). E escrevia frases sem sentido ali também. Quando errava, passava corretivo, e, naquela época, o que eu digitava já saia impresso no papel. Não precisava configurar impressora. Era uma economia de tempo.
Desde que conheci o computador na casa de uma amiga, porém, perdi o interesse pela maquina de escrever. A Olivetti está guardada desde então. Ver aquele texto verde escrito em formato txt no MS-DOS naquele magnífico computador 286 veio mudar novamente a minha percepção da escrita. Não precisava de corretivo quanto errava e era possível errar muito. Em pouquíssimos anos, tive a oportunidade de ter um computador também. Mas eu era fina. Meu primeiro computador foi logo um Pentium I. Lançamento mais recente da Intel. Era incrível o que se podia fazer em um PC sem entrada USB, Bluetooth ou Wirelees. E era incrível a quantidade de coisas que se podia armazenar em um HD de 1Gb!! Nesse computador fantástico aprendi a digitar. E rápido. Podia finalmente escrever meus próprios textos, rápido e sem cansar a mão. Meus dedos finalmente acompanhavam minhas idéias e eu conseguia escrever como minha professora de jardim.
Depois de tanto tempo encontro-me aqui. Com o meu notebook Core 2 Duo, com 160Gb de HD e 2Gb de Ram tentando encontrar algo sobre o que escrever. Só pra poder imitar minha professora de jardim quando acendeu em mim o desejo de me comunicar através da escrita. E mesmo diante de tanta tecnologia, não sai nada. As idéias não se agrupam. Mas vou partir para uma nova tentativa. Acho que vou tentar escrever à mão.
Depois de pensar muito em temas e assuntos, me rendi. Não consigo escrever minha segunda crônica. Isso parece um pouco irônico, mas é a verdade. Tenho meus dedos deslizando pelo teclado criando frases sem conteúdo ou substância. E o pior, é que isso não quer dizer que eu não tenha idéias sobre o que escrever, pois tenho idéias. Só não sei onde estão.
Desde criança, sempre gostei de escrever. Meu sonho quando pequena era poder escrever tão rápido quanto a minha professora do jardim. Olhava para a caneta que corria no papel e, como num passe de mágicas, palavras e mais palavras pareciam surgir diante dos meus olhos. Me fascinavam, embora não tivesse a menor noção do que estava escrito ali. Talvez por isso aprendi a ler rápido. Para desvendar os maravilhosos garranchos dos adultos que sabiam escrever depressa.
Depois de um tempo, porém, essa coisa de escrever rápido perdeu a graça. Ficou monótono antes de eu virar adulta. A mão cansava. E com os anos que se passaram, objetos mais interessantes de promover a escrita apareceram e me chamaram atenção. Ainda me lembro da Olivetti portátil da minha mãe (até porque a tenho até hoje). Ela vinha dentro de uma maleta azul, mas suas teclas eram duras. Aprender a datilografar foi algo que não fiz. Mas apertava as teclas com força. Usava as duas cores disponíveis na época (azul e vermelho). E escrevia frases sem sentido ali também. Quando errava, passava corretivo, e, naquela época, o que eu digitava já saia impresso no papel. Não precisava configurar impressora. Era uma economia de tempo.
Desde que conheci o computador na casa de uma amiga, porém, perdi o interesse pela maquina de escrever. A Olivetti está guardada desde então. Ver aquele texto verde escrito em formato txt no MS-DOS naquele magnífico computador 286 veio mudar novamente a minha percepção da escrita. Não precisava de corretivo quanto errava e era possível errar muito. Em pouquíssimos anos, tive a oportunidade de ter um computador também. Mas eu era fina. Meu primeiro computador foi logo um Pentium I. Lançamento mais recente da Intel. Era incrível o que se podia fazer em um PC sem entrada USB, Bluetooth ou Wirelees. E era incrível a quantidade de coisas que se podia armazenar em um HD de 1Gb!! Nesse computador fantástico aprendi a digitar. E rápido. Podia finalmente escrever meus próprios textos, rápido e sem cansar a mão. Meus dedos finalmente acompanhavam minhas idéias e eu conseguia escrever como minha professora de jardim.
Depois de tanto tempo encontro-me aqui. Com o meu notebook Core 2 Duo, com 160Gb de HD e 2Gb de Ram tentando encontrar algo sobre o que escrever. Só pra poder imitar minha professora de jardim quando acendeu em mim o desejo de me comunicar através da escrita. E mesmo diante de tanta tecnologia, não sai nada. As idéias não se agrupam. Mas vou partir para uma nova tentativa. Acho que vou tentar escrever à mão.

2 comentários:
Gostei da Cronica.
As vezes lendo a mesma fiquei um pouco angustiado com a sua luta em buscar uma idéia e encontrar uma barreira e assim vc conseguiu transformar a barreira em uma idéia.
Parabéns.
Saiu pela tangente.
Sucesso
Obrigada, Diogo!
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